Direito e Cidadania

Blog relacionado a assuntos diversos, tendo uma dosagem específica à cidadania e ao Estado Democrátido de Direito.

18/3/08

OAB do Pará debate eficácia da Lei Maria da Penha

Belém (PA), 17/03/2008 - A aplicação da lei Maria da Penha será tema de debate hoje (17), às 17, na sede da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, em Belém. O debate encerra a programação jurídica pelo Dia Internacional da Mulher, organizada pela Comissão da Mulher Advogada OAB paraense. O tema “Inovações Jurídicas da Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha): problemas e perspectivas”, será debatido hoje.

Criada pelo governo federal em 2006, a Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Uma das determinações da nova norma é a obrigatoriedade do poder público em desenvolver políticas que garantam os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Uma das medidas consiste na criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Para a maioria dos juristas e movimentos que atuam no combate à violência à mulher foi um passo importante para o enfrentamento desse problema. A lei alterou o Código Penal em favor das mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. Desde sua entrada em vigor, o agressor passou a poder ser preso em flagrante ou preventivamente, e o tempo máximo de permanência na prisão aumentou de um para três anos. Apesar do avanço da instituição da lei, a sua aplicação ainda é um desafio para o Judiciário.

E aí, a Lei Maria da Penha é constitucional ou inconstitucional?

criado por diegotobias    9:46 — Arquivado em: Sem categoria

13/3/08

Deus criou o mal?

Alemanha, Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: “Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu valentemente: “Sim, Ele criou…”
Deus criou tudo? Perguntou novamente o professor.
Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse: Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do profesor
O jovem ficou de pé e perguntou: Professor, o frio existe? Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio? Respondeu o profesor.
O rapaz respondeu:" De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor" E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu: Existe.
O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. “A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente” Finalmente, o jovem perguntou ao professor: Senhor, o mal existe?
O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.
E o estudante respondeu: O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz. Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu: ALBERT EINSTEIN.

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11/3/08

30 SINTOMAS DE POBREZA DO ADVOGADO

Autor Desconhecido,
Colaboradora: Daniele Riegermann

1. Depois de 5 anos de formado, descobrir que não vai ganhar dinheiro como advogado e prestar concurso para Oficial de Justiça;
2. "Incorporar" ao escritório uma imobiliária, despachante, serviço de Junta Comercial ou de cópias xerográficas;
3. Convencer a mulher a trabalhar como secretária (para não ter de pagar salário), e a filha a fazer "Direito" na USP, para estudar de graça (e depois também trabalhar de graça);
4. Ensinar a secretária a fazer as petições mais simples, para não ter de pagar estagiário;
5. Ir a casamentos, batizados ou festas de aniversário usando o anel de formatura e o broche da OAB, AASP ou do escritório preso na roupa; 6. Ir a qualquer evento social e distribuir o seu cartão para todo mundo (inclusive manobristas, garçons…); (JÁ VIMOS ESTA CENA EM ALGUM LUGAR……. ….)
7. Trazer garrafa térmica com água quente de casa e servir café solúvel aos clientes;
8. Aceitar fazer uma execução de 50 reais e tentar fazer um acordo;
9. Tentar a conversão de uma separação litigiosa em consensual para receber os honorários mais depressa;
10. Dizer ao estagiário: "O seu maior pagamento é o que você aprende aqui";
11. Lembrar todos os dias ao estagiário que cursa quinto ano da faculdade que "gratidão é uma coisa muito importante";
12. Perder prazo e colocar a culpa no estagiário;
13. Tentar convencer amigos e parentes que queiram prestar vestibular para Direito a não fazê-lo, alegando que o mercado já está muito saturado;
14. Economizar o dinheiro do almoço, passando vinte vezes na sala da OAB no Fórum para tomar café e comer bolacha de graça;
15. Quando se envolver em alguma discussão no trânsito, dizer: "Você sabe com QUEM está falando?" - e mostrar a carteira da OAB;
 16. Dar carteirada de OAB no guarda;
17. Ter dois ou mais adesivos de "Consulte sempre um Advogado" nos vidros do carro;
18. Inscrever-se na assistência judiciária e ligar todo santo dia para o fórum, OAB ou Procuradoria para saber-se "pintou" alguma coisa;
19. Entulhar as prateleiras do escritório com um monte de livros que você nunca leu;
20. Ter aquela "balancinha" de latão pintada de amarelo sobre a mesa do escritório;
21. Gravar na secretária eletrônica de casa: "Residência do DOUTOR FULANO DE TAL…";
22. Ir visitar a mãe e orientar a secretária para dizer que você está em um Congresso;
23. Ficar sem emprego por mais de um ano e dizer que está estudando para concurso da Magistratura (A MELHOR DE TODAS);
24. Ficar de olho nos fotógrafos em eventos em uma foto que possa ser publicada no jornal (nem que seja atrás de alguém) e, se for mesmo, recortá-la e colar na parede do escritório.
25. Garantir ao cliente que a causa está ganha e, quando a coisa ficar preta, substabelecer;
26. Comprar a "Agenda do Advogado" e anotar os compromissos em guardanapos de papel;
27. Vender produtos da Avon no escritório (!!!);
28. Vender rifa no escritório;
29. Ofender-se com piadas de advogados; E, finalmente.. .
30. SER ADVOGADO, RECEBER ESTE E-MAIL E NÃO PASSÁ-LO ADIANTE!!!

(risadas e mais risadas)

criado por diegotobias    15:39 — Arquivado em: Sem categoria

Qual a principal fonte do Direito do Trabalho?

O Juiz pode aplicar os costumes?

A comunidade brasileira vive em um Estado Democrático de Direito, logo, a priori, a principal fonte do Direito do Trabalho é a lei. Contudo, pode-se dizer que a fonte do Direito do Trabalho é a Constituição Federal de 1988, porém, em consonância com o princípio da especialidade, a fonte do Direito do Trabalho é a Consolidação das Leis do Trabalho. Permissa vênia, a Carta Magna não deixa de ser uma fonte primária, pois a CLT tem consonância com a a mesma.
O Juiz da Justiça do Trabalho, pode decidir com fulcro nos usos e costumes, pois, o costume é a adoção reiterada de uma determinada postura jurídica, em que certa época, por um determinado grupo. O costume é um fenômeno que normalmente não tem intervenção do Estado, logo, constitui-se em fonte autônoma do Direito do Trabalho, como bem preconiza Voila Bomfim.
Destarte, as súmulas, orientações jurisprudenciais e a jurisprudência, quando perfectibilizadas e observadas, correspondem espontaneamente como comportamento do grupo, ou seja, representam um costume dos tribunais trabalhistas.
A exemplo disso, a lei que instituiu o 13º salário, nasceu da prática costumeira que as empresas tinham de pagar uma gratificação natalina aos seus empregados.
Eis, o entendimento dos Tribunais pátrios, in verbis:

136035412 – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA TOMADORA DOS SERVIÇOS – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – SÚMULA 331, IV, DO TST – O juiz não se exime de sentenciar e, não havendo Lei, recorre aos costumes, analogia, eqüidade, máximas de experiência e princípios gerais de direito, de forma que nenhum interesse prevaleça sobre o interesse público. Esta é a conclusão que se extrai do art. 8º, da CLT e art. 126, do CPC. A Súmula 331, IV, do TST é uma construção jurisprudencial nascida da interpretação da Lei, atividade típica do Poder Judiciário, por isso mesmo, não viola os artigos 2º, 5º, II, 22, I, 37, § 6º e 48, todos da Constituição Federal. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO – A responsabilidade subsidiária envolve toda a condenação imposta à prestadora de serviços, por visar a recomposição patrimonial do ex-empregado, caso a empregadora não honre os compromissos. A terceirização é feita por conta e risco do tomador. O trabalho humano não pode ser objeto de mercancia e quem trabalhou merece receber o que lhe é devido. A recorrente não cuidou de zelar para que as verbas fossem solvidas a tempo e modo, por isso, concorreu diretamente para a mora que resultou nas penalidades pertinentes. TÍQUETES – ALIMENTAÇÃO – LIMITAÇÃO AO NÚMERO DE DIAS LABORADOS – Os tíquetes-alimentação são devidos por dia efetivamente laborado e verificado que não observado tal critério, o recurso é provido para adequar o número de tíquetes deferidos. Recurso conhecido e parcialmente provido. (TRT 10ª R. – RO 00155-2006-017-10-00-7 – 1ª T. – Relª Juíza Cilene Ferreira Amaro Santos – J. 11.04.2007) JCF.2 JCF.5 JCF.5.II JCF.22 JCF.22.I JCF.37 JCF.37.6 JCF.48 JCPC.126 JCLT.8.

criado por diegotobias    14:10 — Arquivado em: Sem categoria

9/3/08

UNE reage a aprovação de garoto de 8 anos

UNE reage a aprovação de garoto de 8 anos para curso de direito

Brasília, 08/03/2008 - A aprovação do garoto João Victor Portellinha de Oliveira, de oito anos, para o curso de direito da Universidade Paulista (Unip), de Goiânia, despertou reação da União Nacional do Estudantes (UNE). A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, divulgou texto no qual critica a falta de critérios para a admissão de novos alunos nas universidades particulares e afirmou que o fato é exemplo da "mercantilização da educação".

Para Lúcia "aquele estudante foi visto apenas como mais uma soma em dinheiro a entrar no caixa da universidade. Não se trata de indagar sobre a capacidade intelectual da criança, mas sim o tratamento massificado e sem critérios pedagógicos despendido aos estudantes das instituições particulares, vistos apenas e tão somente como consumidores". A presidente da UNE também questionou o fato de o garoto ter sido matriculado sem ter concluído o ensino médio.

criado por diegotobias    19:37 — Arquivado em: Sem categoria

8/3/08

Dia da mulher

Nada mais contraditório do que "SER MULHER"…
Mulher que pensa com o coração, age pela emoção e…
vense pelo amor.

Que vive milhões de emoções num só dia e…
… transmite cada umas delas, num único olhar.

Que cobra de si a perfeição e vive arrumando
Desculpas para os erros daqueles a quem ama.

Que hospeda no ventre almas, dá a luz e depois
Fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.

Que da asas, ensina a voar, mais não quer ver partir o
Pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertence.

Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu
Amor nem perceba mais tais detalhes.

Que como feiticeira transforma em luz e sorriso…
… as dores que sente na alma, só pra ninguém notar.

E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para que neles precise chorar.

criado por diegotobias    12:55 — Arquivado em: Sem categoria

7/3/08

A Utopia da Infância Cidadã

Etimologicamente falando, a utopia é um sonho, no qual a criança busca a equidade, em detrimento de uma sociedade omissa no que tange o futuro de nossa nação, ou seja, a criança. Daí, o aparecimento do direito, eis que surge das cinzas para a solução dos conflitos de interesses, mormente, no fomento da criança em sua cidadania. Destarte, se consentirmos com as diversas formas de ligação entre os homens, poderemos destacar os sentimentos, a religião, os partidos, as sociedades em geral, contudo, mesmo fazendo parte de um gênero chamado cultura, o direito corresponde à ciência mais fundamental ao entendimento da natureza humana e como esta se relaciona entre si, entre seus semelhantes. Podemos assim definir o direito: Direito é o elo social que dá o entendimento acerca das tentativas de adaptação ao ideal humano. Daí dizer que o direito é deontológico. Considere o seguinte: Se todo comportamento humano reflete uma tentativa de acerto, entendendo que a natureza humana é boa conforme o filósofo Rousseau, aceitaremos mais facilmente a idéia de que o que ocorre de ruim entre os homens é apenas o erro oriundo das tentativas de acerto a que nos submetemos diariamente. Entrementes, com o passar dos tempos, a criança sofreu várias retaliações, sendo até comparada como ‘coisa’, isto é, sem direito algum. Em Roma, era fomentado o Pater Familis, onde os filhos não eram sujeitos de direitos e sim objetos de relações jurídicas; na Idade Média, já se falava em justiça social no que pertine a criança e adolescente; logo em seguida veio o Código de Genebra que corroborou com a necessidade de proporcionar à criança uma proteção especial e, o embate vem até os dias hodiernos. No Brasil, com o advento do Código de Menores, veio à tona a tese da Situação Irregular onde a criança era tratada de forma assistencialista, arrematando a culpa para o menor infrator e para a família do paciente. Contudo, a sociedade, mais uma vez, se viu no sentimento de justiça no qual a criança deve ser protegida, de forma integral, partindo da simples premissa de que é um ser humano em fase de desenvolvimento consubstanciado no futuro de nosso país. Corroborando com a explanação do parágrafo anterior, adveio nossa Carta Principiológica de 1988 onde, a Constituinte positivou a Proteção Integral da Criança e do Adolescente. Estava mais do que na hora protegermos nossas crianças! Equânime! Esplêndido! Ou seja, para a perfectibilização desse sonho, precisamos, a priori, de uma tutela positivada em nosso ordenamento jurídico pátrio, o que, em tese, permissa vênia, veio a se tutelado pela nossa Lex Mater de 1988. Desta feita, no que diz respeito à promoção e defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Brasil foi o primeiro país da América Latina – e um dos primeiros do mundo – a implementar o que há de melhor na normativa internacional. E este processo não aconteceu de forma isolada; ou seja, tanto o dispositivo constitucional como a lei que o regulamenta foram produzidos a partir de um processo de mobilização ética, social e política. Entretanto, a implantação de um novo ordenamento jurídico requer mudanças, investimentos e posicionamentos, principalmente no que tange a efetivação das políticas públicas enfatizadas no E.C.A. E este é o maior desafio! Faz-se necessário um sério comprometimento dos Estados e Municípios em torno da causa da Criança e do Adolescente a fim de desobstacularizar, principalmente o Direito a Saúde, Educação e Profissionalização. É certo de que no Brasil podemos contar com significativos avanços, haja vista hoje podermos contar com mais de dois mil municípios dotados de Conselhos de defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, além dos Conselhos Tutelares. São notórias as ações desenvolvidas nos campos da saúde e educação, bem como no campo jurídico, com vistas a assegurar as garantias desses direitos. No entanto, muito mais há a ser feito. Existe um enorme hiato entre o "país - legal e o país – real." Ainda é preciso "descoisificar" (sic) as nossas crianças, sensibilizar os gestores públicos, a sociedade para que a realidade possa ser melhorada e se aproxime cada vez mais do que dispõe a legislação. As dificuldades de uma conjuntura adversa não podem justificar um retrocesso histórico nas conquistas do estado democrático de direito em favor da infância e da juventude. Nosso grande e ilustre professor José Afonso da Silva preleciona que, uma lei, uma Constituição, se não tiver o anseio social, não passará de um pedaço de papel. É, neste diapasão que estamos embasados, ou seja, temos a Constituição enfadonha sobre o tema em epígrafe e a lei que tutelam o direito da criança, porém, a mesma não tem a devida política pública para tornar o formal, real. O Direito positivo fez sua parte – tutelou direito integral a criança e ao adolescente, agora, resta à sociedade por em prática aquilo que enseja o bom e o justo em prol de nossas crianças. O princípio da dignidade da pessoa humana, ancorada na axiologia mundial, suplica pela cidadania da criança, enquanto as políticas sociais (governo, família e sociedade) não enfatizarem o futuro de nossa humanidade (a criança), a tutela ensejada na Constituinte não passará de um pedaço de papel, ou seja, uma simples e mera UTOPIA DA INFÂNCIA CIDADÃ.

DIEGO TOBIAS DE C. BEZERRA
é Bacharelando em Direito pela Faculdade Mater Christi

ÉRIKA PEDROSA ROCHA
é Psicóloga da Vara da Criança e do Adolescente

criado por diegotobias    17:46 — Arquivado em: Sem categoria

6/3/08

OAB Vai à Escola

Cuiabá (MT), 26/02/2008 – Em apenas três meses de desenvolvimento, o projeto “OAB Vai à Escola”, da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Mato Grosso do Sul, atendeu mais de 3,7 mil pessoas em 2007. Abordando temas como cidadania, direitos do trabalhador, da mulher e do consumidor, meio ambiente, tribunal do júri, separação, divórcio, drogas, união estável e adolescente infrator, o projeto mobiliza advogados voluntários para a apresentação de palestras em estabelecimentos de ensino da rede municipal. Os números fazem parte do relatório entregue ao presidente da OAB-MS, Fábio Trad.

Trad destacou que o programa é a coroação máxima do compromisso da advocacia sul-mato-grossense com a sociedade. “Os advogados saem de seus escritórios e vão pregar lições de cidadania nas escolas públicas, visando o aperfeiçoamento cultural e, sobretudo, o comprometimento com as causas e as virtudes da democracia”. Para este ano, o dirigente da OAB sul mato-grossense espera atingir o número recorde de 20 mil participantes no programa.

 

Parabéns a atitude dos Advogados.

Esperatmos que todos tenham essa propositura ativa em prol da cidadania.

Sds.

criado por diegotobias    14:37 — Arquivado em: Sem categoria

5/3/08

Meninos de 8 anos é aprovado no vestibular

Faculdade aprova aluno de oito anos no vestibular; OAB pede intervenção do MEC Um garoto de oito anos é o novo calouro na Faculdade de Direito da Unip (Universidade Paulista) de Goiânia. João Víctor Portelinha de Oliveira, no 5º ano do ensino fundamental, pediu aos pais para ser inscrito no vestibular e surpreendeu a todos ao ter o nome divulgado na lista de aprovados. A situação inusitada aconteceu no último concurso da faculdade e a família já decidiu. Se precisar, vai recorrer à Justiça para garantir a efetivação da matrícula. "É um sonho dele e vamos correr atrás. Ele tem o direito de freqüentar as aulas", disse a mãe do garoto, a arquiteta Maristela Martins Portelinha. Ele fez a prova agendada — modalidade que permite a qualquer candidato marcar prova individual — na última sexta-feira (29/2) e o resultado saiu segunda (3/3).
A matrícula no curso foi efetivada nesta quarta-feira (5). Para Maristela, o filho não é superdotato. Segundo ela, João é uma criança responsável, estudiosa e que gosta muito de ler. "Ele acompanha desde o caderno de esportes até as reportagens de política. O gosto pela leitura o ajudou muito na redação". O tema solicitado na prova foi a capa de uma revista semanal que o garoto havia lido poucos dias antes. "A redação foi fácil. Quem não consegue escrever um texto com base numa matéria que saiu na imprensa?", questiona o garoto. A redação do UOL, em São Paulo, tentou obter uma cópia da prova aplicada no último vestibular da Unip, mas a comissão do vestibular informou que as avaliações só são divulgadas mediante autorização de seu presidente, por e-mail. O UOL enviou o e-mail, mas até as 19h20 desta quarta não havia obtido resposta. Mesmo os estudantes que fazem o concurso não podem levar a prova para casa. "Quero ser juiz federal" João Víctor se define como uma criança normal e que gosta de brincar. Ele disse que não encontrou dificuldade para fazer as provas. "Matemática, fisica e química eu fiquei em dúvida, porque ainda não vi na escola". disse o novo estudante de direito, que se preparou durante uma semana para o vestibular.
O primeiro desafio, segundo ele, será conciliar a faculdade e o colégio. "Vou fazer a faculdade de manhã e continuar com os estudos da escola à tarde", diz o garoto, que escolheu direito por influência do pai, William Ribeiro de Oliveira, que está no segundo ano do curso na mesma instituição. Mas os planos de João Víctor vão além do bacharelado. "Quero ser advogado até os 15 anos, mas meu grande sonho é ser juiz federal. Acho que até os 18 eu vou conseguir", disse. Treineiro A unidade da Unip, em Goiânia, não quis se pronunciar sobre o assunto.
Através da assessoria de imprensa, em São Paulo, a instituição emitiu uma nota: "De acordo com as normas acadêmicas da Unip, o estudante João Victor Portelinha de Oliveira participou do processo seletivo na condição de ‘treineiro’, numa prática adotada por várias universidades públicas e privadas. O desempenho do estudante, levando em consideração sua idade e escolaridade, foi bom, especialmente na prova de redação, em que revelou boa capacidade de expressão e manejo eficiente da língua. A singeleza do conteúdo não destoava da linguagem simples, direta, coloquial, com poucos deslizes em relação à norma culta. Este fato o torna merecedor de um acompanhamento especial em seus estudos".
OAB quer fiscalização A OAB (Ordem do Advogados do Brasil), seção Goiás, também se pronunciou por meio de nota. "A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de Goiás considera preocupante a informação de que uma criança de apenas oito anos passou no vestibular da Faculdade Unip para o curso de direito. O fato materializa o alerta que a OAB-GO vem fazendo há tempos sobre a mercantilização do ensino jurídico, que não está sendo tratada pelas autoridades com a devida urgência que requer.
 

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/03/05/ult105u6285.jhtm

Cursar Direito hoje tá fácil demais heim!

criado por diegotobias    22:59 — Arquivado em: Sem categoria

A Globalização e o seu desafio

A nova ordem econômica, a conscientização ambiental, a exploração do espaço, a bioética e a informática impõem desafios ao tradicional curso de direito. Profissionais atualizados têm de encontrar respostas legais para temas instigantes – como o registro de domínio na internet ou a paternidade de embriões fecundados in vitro. Demandas como essas abrem campos de atuação para principiantes. Um terço do 500 mil advogados em atividade no país opera em São Paulo. No Estado formam-se 80 mil bacharéis por ano. São atraídos cada vez mais, para áreas como Direito do consumidor, Direito autoral, legislação internacional, tele-comunicação e e-commerce, o vasto mundo dos negócios virtuais. " Ainda são poucos os que dominam normas tributárias". Sugere Cleide Cais, da banca Machado, Meyer, Sendacz e Opice, com sede em São Paulo. A formação básica merece atenção: só 30% dos recém-formados passam no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, indispensável para o exercício da profissão. "Precisa-se estudar muito e sempre", recomenda Beatriz Camargo Kestener, sócia do Pinheiro Neto Advogados, um dos maiores escritórios do país. Em empresas como essa preparam-se estagiários que, em cinco anos como advogados chegam a ganhar R$ 10 mil por mês.
criado por diegotobias    18:05 — Arquivado em: Sem categoria
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