Direito e Cidadania

Blog relacionado a assuntos diversos, tendo uma dosagem específica à cidadania e ao Estado Democrátido de Direito.

31/3/08

‘Espírito de corpo às vezes contamina decisões’

Brasília, 30/03/2008 - O advogado alagoano Paulo Lôbo é voz dissonante no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Inaugurado em 2005 para fazer o controle externo do Judiciário, até hoje o colegiado puniu apenas um magistrado por corrupção. E ainda adotou uma medida enérgica quanto às centenas de reclamações recebidas contra juízes que, sem motivo aparente, demoram anos para julgar um processo.

Nos julgamentos, Lôbo tem protestado contra o comportamento dos colegas, que classifica de corporativo. Ele cita como exemplo a decisão do CNJ que validou o último concurso para juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A maioria dos conselheiros concordou que havia indícios de fraude na seleção, mas preferiu não prejudicar quem já tinha tomado posse.

Para combater o corporativismo, Lôbo sugere que o conselho tenha menos juízes. O CNJ conta com nove magistrados. Os outros seis integrantes são advogados e representantes do Ministério Público.

P- Para o senhor, o CNJ atua corretamente?
R- De maneira geral, as decisões não se deixam contaminar pelo espírito de corpo. Mas às vezes sim. É da natureza humana.

P- Em que situações o corporativismo fica claro?
R- Quando uma decisão envolve não apenas o interesse específico de um magistrado, mas quando ela pode ter repercussão na magistratura como um todo. E aí passa a se perceber o problema de dentro para fora. Isso é o que poderia chamar de espírito de corpo. É involuntário, às vezes inconsciente. Quando as decisões são tomadas com nítida separação entre os magistrados e os não-magistrados, fica claro o conflito de visão entre quem está dentro da instituição e quem está fora.

P- Por que acha que, em geral, fica isolado nas votações?
R- Minha visão é sempre a da sociedade. Eu reflito, em cada conflito, qual o interesse predominante da sociedade. É por isso que às vezes eu fico só nas votações.

P- Como esse corporativismo poderia ser eliminado?
R- Independentemente da sinceridade de propósito dos colegas magistrados, que eu acredito que exista, eu penso que no futuro o CNJ terá que mudar a sua composição.

P- Com menos magistrados?
R- É. Eu entendo que a equação mais indicada seria a paritária, com o mesmo número de magistrados e não-magistrados.

P- Isso ficou claro no julgamento do concurso do Tribunal de Justiça do Rio, em que apenas os não-magistrados defenderam a anulação do concurso?
R- Os votos foram muito bem elaborados por parte dos magistrados, mas não me convenci.

P- Pelo que eles argumentaram, era um fato consumado e, por isso, não poderia ser modificado.
R- Se for assim, nunca poderemos mudar nada de errado que já tenha sido feito.

P- Como o senhor encarou o comportamento do CNJ neste caso?
R- Isso é muito da natureza humana, ninguém está isento desse tipo de comportamento. Acho que a decisão não seria a mesma se a composição do conselho fosse paritária.

P- O novo presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, acha que o conselho não pode dar prioridade a processos disciplinares contra juízes acusados de corrupção. Não é função do conselho punir esses magistrados?
R- Claro que é. É uma atribuição constitucional do conselho. Até hoje, poucas denúncias contra magistrados resultaram em punição. Recentemente, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia (Sebastião Teixeira Chaves) recebeu a pena máxima, a aposentadoria compulsória. Antes disso, o conselho havia apenas mantido punições determinadas por outros órgãos. Nunca tinha decidido punir um juiz.

P- O senhor não acha que demorou muito para o CNJ punir um juiz?
R- Acho. Mas o que lamento mais é que o maior número de reclamações que chega ao CNJ é contra o excesso de prazo de juízes. São magistrados que demoram muito com um processo e adiam as decisões. Ainda não houve decisão punitiva contra essa prática. Até porque, quando o conselho notifica o juiz, ele dá um jeito de pôr o caso em julgamento logo. Esperam o CNJ reclamar para agir.

P- O senhor concorda com o ministro Gilmar quando ele defende que o CNJ só atue quando as corregedorias locais falharem na investigação de desvio de conduta de j u í z ?
R- O CNJ não pode abrir mão do que a Constituição estabeleceu como suas prerrogativas. Uma delas é o controle disciplinar.

P.S.: A matéria foi publicada na edição de hoje do jornal O Globo e é de autoria da repórter Carolina Brígido

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29/3/08

Coadem repudia beligerância, demagogia e populismo

Coadem repudia beligerância, demagogia e populismo na América.

Guaiaquil, Equador, 27/03/2008 – Ao discursar hoje (27) na reunião do Conselho de Colégios e Ordens de Advogados do Mercosul (Coadem), o presidente do órgão, o advogado brasileiro Sergio Ferraz, condenou o clima de tensão vivido nos últimos meses por Venezuela, Colômbia e Equador. “São inaceitáveis as ameaças, as imprudências e as demonstrações de força desses três países”. Segundo Ferraz, que está à frente do Coadem há quatro anos e hoje se despede do cargo, "as tensões políticas não podem encontrar solução na beligerância, na demagogia, no populismo, na intromissão da soberania nacional e na inviolabilidade de qualquer dos estados irmãos da América do Sul".

“É chegada a hora de a América do Sul – disse Ferraz, que durante vários anos foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil – acabar com as bravatas e as suscetibilidades exageradas de alguns de seus dirigentes máximos”. Para ele, o momento é propício para que os países da região se comprometam com a realização da paz e do Direito. “Por esse motivo, os advogados, os Colégios e o próprio Coadem, como sentinelas da democracia, não podem se omitir”, afirmou Sergio Ferraz, sendo aplaudido pelos participantes da reunião.

Antes de passar o cargo a seu sucessor, Ferraz defendeu em seu discurso – todo feito em espanhol – que o Coadem promova um amplo estudo e um debate profundo sobre o populismo, alertando o continente sobre esse terrível perigo que corremos na atualidade. “Acreditamos que a nova presidência do órgão saberá enfrentar e superar esse grande desafio que nossa experiência nos impõe e nos impulsiona a denunciar para todos os países.

O vice-presidente nacional da OAB, Vladimir Rossi Lourenço, representou a entidade maior dos advogados brasileiros na reunião. Alem dele, esteve presente também o ex-presidente nacional da OAB e presidente da Comissão de Relações Internacionais do Conselho Federal, Roberto Busato.

 

Fonte: OAB

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27/3/08

Quem deve morrer?

Com a palavra, Dr. Aníbal Marques Bezerra

Meu nome é Átila. Sou um belo exemplar canino da raça rottweiler. Minha missão é proteger meu dono, dando segurança a sua residência. Sempre acompanhado de outros 4 (quatro) irmãos caninos procuramos cumprir nossa missão. Tomamos conhecimento que várias residências próximas foram visitadas por pessoas indevidas que surrupiaram objetos de valores. A residência de meu dono nunca foi invadida. Eis que um dia, inesperadamente, fomos visitados pelos Agentes de Saúde Municipal para exames periódicos. Passados alguns dias chegou o resultado e foi constatado que eu e mais dois irmãos tínhamos contraído uma doença por nome leishmaniose, conhecida popularmente como CALAZAR. Tomei conhecimento de que essa doença é transmitida por um maldito mosquito. Por fim fui sacrificado. Hoje eu e meus irmãos infectados pelo maldito mosquito estamos mortos e pouco está sendo feito para a prevenção da doença, já que ela é transmitida por um mosquito. Mais uma vez para proteger nosso dono, desta vez de uma possível contaminação. E o mosquito que me picou continua vivo. Ele sim está causando o grande mal e deveria ser sacrificado em meu lugar. Sabem porque não combatem o mosquito? Bem, agora vem a parte mais polêmica que é o tratamento ou extermínio de animais positivos. Antes de mais nada, é recomendação dos órgãos da saúde pública que se extermine os positivos. No entanto, pesquisas têm sido feitas e protocolos de tratamento têm sido utilizados com bons resultados. E apesar de procurar ser mais imparcial possível, acredito que além de um profissional de saúde pública o veterinário deve ser um profissional que ame, respeite e queira preservar a vida de seus pacientes. O sacrifício sumário de um animal de estimação traz grande dor. Tenho visto que o extermínio de cães positivos tem sido mostrado como única forma de combate. Acredito que mesmo que se exterminasse todos os cães do País o problema não acabaria. Já vi referências que roedores, gatos, raposas e outros animais podem, assim como o cão, servirem de hospedeiros. Porque não é o cão que transmite a doença para outros cães e o homem. É O MOSQUITO! Sem o mosquito não haveria o ciclo. Funciona assim: O mosquito pica um cão sadio que se contamina. No organismo do cão a Leishmania se desenvolve. Então um mosquito pica este cão e se picar outro cão ou uma pessoa, pode contaminá-la. No entanto, o contato cão-cão ou cão-homem não dissemina a doença. Funciona assim: mosquito-cão-mosquito-cão ou mosquito-cão-mosquito-homem. Dessa forma me parece bastante lógico que o combate ao mosquito é, ou poderia ser, muito mais eficaz. No entanto, a questão do combate ao mosquito é muito mais complexa que simplesmente extermínio de cães. "O cão não é o vilão da história e sim, o mosquito". A vacina, aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), garante uma eficácia de 92 a 96%. Apesar da aprovação, o Ministério da Saúde não reconhece o uso da vacina em campanhas públicas. De acordo com o veterinário Ricardo Henz, uma vez constatada a eficácia, a divulgação da vacina e a utilização em campanhas seria obrigatória, mas isso traria custos. “Ao invés de tratarem os animais, preferem exterminá-los. É mais fácil e econômico”, ressalta Geusa Leitão, presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa). Segundo Geusa, é necessário que toda a população se mobilize, para que a vacina possa ser divulgada e utilizada. “É inadmissível que esses animais continuem sendo capturados e mortos”, complementa. Segundo ainda Ricardo Henz, em vez dos animais serem sacrificados, o Ministério da Saúde poderia estar utilizando a vacina, que durante dois anos, foi oferecida gratuitamente pelo Laboratório Fort Dodge, responsável pela produção. “O MS optou por ignorar a oferta das doses da vacina, pois se fossem utilizadas com sucesso, a inclusão delas em campanhas públicas se tornaria obrigatória”. Minha pergunta final: Quem deve morrer?

* Aníbal Marques Bezerra é Bacharel em Letras pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte

Belo artigo!
Esperamos que as pessoas reflitam , como também o poder público.

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26/3/08

OAB-MS elogia horário exclusivo para advogados

OAB-MS elogia horário exclusivo para advogados em Juizados

Campo Grande (MS), 25/03/2008 – O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, elogiou hoje (25) a medida tomada pelos juizados do Consumidor no Estado, que, mediante portaria (nº 01/ 2008), criaram horários exclusivos de atendimento para advogados. A definição de horários exclusivos de atendimento visa separar os advogados, que geralmente trazem as petições prontas para distribuir, do cidadão comum, que chega aos juizados com muitas dúvidas. Antes, todos esperavam na mesma fila. “Toda medida que reconhece a singularidade do trabalho advocatício é louvável, uma vez que contribui para agilizar os serviços da máquina judiciária, preservando as prerrogativas dos advogados com boas condições de exercício profissional”, afirmou Trad.

A partir de agora, o cartório distribuidor tem horários definidos para atendimento. Na parte da manhã, das 7h às 11h30, serão feitos unicamente agendamento e atermação. À tarde, das 12h às 18h, o atendimento é exclusivo aos advogados. O setor de protocolo de petições intermediárias funciona ininterruptamente, das 7h30m às 18h, e também tem atendimento preferencial para advogados e estagiários.

Sabemos que o Juizado especial tem por fundamento a informalidade, porém, o advocagos merecem essa prerrogativa tendo em vista a dignidade da profissão. Em Mossoró, o juizado especial divide as pessoas, estagiários e advogados em "placas". Nao acho interessante, pois, além de ficar tumultuado, torna-se um ambiente desagradável.
É, está na hora de mudar a administração do juizado especial, como é diferenciado na Vara da Família em Mossoró.

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25/3/08

O controle Externo do Judiciário

O controle Externo do Judiciário e
uma pequena dosagem de cidadania

Alvitra-se muito, hodiernamente, um desejo incontido de Controle Externo do Judiciário. Eu perguntaria por quê? O que é preciso, mesmo, é uma mudança de mentalidade dos Causídicos, dando-lhes noção de que os processos advieram para serem manejados, não como peças de museu. Ao invés de tanto falatório, palavreado contra isso ou aquilo, ajamos, fundamentemos melhor as nossas irresignações, tomemos providências mais enérgicas, em termos jurídico-processuais, façamos, enfim, boa utilização das garantias constitucionais e correto uso das prerrogativas que os advogados e estagiários detêm em virtude da Lei nº 8.906/94. Sobre valorização dos direitos do advogado, aqui neste Estado, ao que pude perceber, há certo número de magistrados que, para atender o Advogado, este, quase que sempre necessita marcar uma audiência prévia. E o que faz que tal conduta permaneça assim para estes julgadores? A inércia dos Causídicos, um certo temor reverencial, uma inexplicável subserviência, que, a nosso sentir, tem apenas uma explicação: desconhecimento do art. 7º, inciso VIII, da predita Lei nº 8.906/94. O Advogado deve ser a voz da legalidade, se ela não ressoar no primeiro membro do Judiciário, levemos a ocorrência a nível recursal, com os devidos pré-questionamentos, para que, ao depois, se ainda persistir a ilegalidade, seja ela conhecida pela cúpula do Poder Judiciário e, ainda assim, se a antijuridicidade permanecer incólume, que este fato sirva para que a têmpera do causídico esteja mais afiada para, com maior riqueza de fundamentos jurídicos, em outra oportunidade, se oferecida, ser levantada com maior esmero. Nunca, pois, devemos deslembrar o papel do Judiciário, que, nos momentos mais ditatoriais, foi corajoso. Se existe, entretanto, ditadura, que ela seja de uns seus poucos membros e não da maioria que integra o Poder. Se o for, infelizmente, a Legalidade terá deixado de ser a tônica do Estado e este, por seu turno, deixará de ser considerado como de Direito, voltando-se às priscas eras da Justiça do mais forte. Adeus sociedade, adeus conquistas jurídicas. É este o nosso brado final: sejam os juízes, os Advogados, Promotores, Servidores Públicos, e até mesmo meros estagiários (o que subscreve), antes de mais nada, verdadeiros servidores do Povo, olvidemos as pretensões pessoais, voltemos os nossos olhos para a comunidade a que estamos jungidos e à lei que fora editada para ser examinada e cumprida. Do contrário, infelizmente, será a hora de brindarmos a anarquia, com o traço indelével de nossa cota de falta de competência profissional. Eis os fatos, como acima foram deitados, e, ao que me parece, contra eles só há um argumento: melhoremos as nossas respectivas instituições com treinamentos e, também, com o impingimento de noções mínimas de cidadania e humanitarismo.

DIEGO TOBIAS DE CASTRO BEZERRA
Bacharelando em Direito pela Faculdade de Ciências e
Tecnologia Mater Christi.

Artigo publicado no Jornal de Fato, MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 25/03/2008

criado por diegotobias    22:59 — Arquivado em: Sem categoria

Fabricante de motocicleta é condenada

A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma empresa fabricante de motocicletas a indenizar uma cliente por danos materiais. O veículo da consumidora sofreu combustão espontânea quando estava estacionado.

 

De acordo com os autos, a servidora pública L.F.M.P. adquiriu, por meio de consórcio, uma moto fabricada pela empresa. A servidora alega que, menos de seis meses depois da compra, o veículo pegou fogo, causando prejuízo de R$ 15 mil, referentes à perda total da motocicleta e aos danos no imóvel onde estava guardada. Ela então ajuizou uma ação de reparação de danos materiais em face da fabricante.

 

Em 1ª Instância, o Juiz Roberto Apolinário de Castro, da 2ª Vara Cível da comarca de Governador Valadares, condenou a empresa ao pagamento de indenização no valor equivalente a uma moto nova, incluindo a taxa de licenciamento. O magistrado possibilitou a entrega de outro veículo no lugar do pagamento em dinheiro e negou o pedido de reparação do imóvel, pois este pertencia a terceiro.

 

A fabricante da motocicleta recorreu ao TJ, alegando que o juiz não poderia ter-se baseado na hipótese de defeito de fabricação. Segundo ela, como a moto foi objeto de busca e apreensão pelo consórcio, a ausência de perícia impossibilitou a identificação da causa da combustão. A empresa apresentou também um laudo de seu assistente técnico apontando que o incêndio não foi causado por um problema oculto no veículo e argumentou ainda que os danos ocasionados por fogo de origem desconhecida não estão cobertos pela garantia.

 

O relator do recurso, Desembargador Marcos Lincoln, destacou em seu voto que, "apesar de apontar a apelante a impossibilidade da realização de perícia judicial, face à apreensão do bem pela empresa de consórcio, verifica-se que o Instituto de Criminalística da Polícia Civil produziu laudo pericial, avaliando as causas do incêndio". O desembargador ressaltou que os peritos criminais afastaram as hipóteses de curto-circuito, fulguração, queda de fogos de artifício e colisão contra objeto rígido, e apontaram como causa mais provável do sinistro o superaquecimento do motor e a conseqüente combustão espontânea.

 

De acordo com o desembargador, o caso retrata uma relação de consumo, e por isso é dispensada a comprovação de culpa, tendo a fornecedora do bem a responsabilidade de indenizar. Assim, com os votos também dos Desembargadores Roberto Borges de Oliveira (revisor) e Alberto Aluízio Pacheco de Andrade, a 10ª Câmara Cível negou provimento ao recurso da fabricante de motocicletas e manteve integralmente a sentença.

Fonte: TJMG

criado por diegotobias    11:32 — Arquivado em: Sem categoria

24/3/08

Morte de criança gera indenização

O Município de Patos de Minas foi condenado a indenizar os pais de uma criança de oito anos, morta após se acidentar em uma praça pública. A decisão foi da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerias (TJMG).

 

De acordo com os autos, K.C.A.P. brincava com outras crianças na praça quando foi atingida pela trave de um dos gols da quadra. A menina faleceu em virtude de um trauma crânio-encefálico.

 

Os pais alegaram que o município se comportou de maneira negligente e que, conforme perícia, o local onde aconteceu o acidente era cercado por tela e que somente deveria ser utilizado na presença de monitores. Além disso, também alegaram que a prefeitura abandonou a área de lazer e que as traves dos gols eram removíveis, fato que ocasionou a queda de uma delas e, conseqüentemente, a morte da menina.

 

Na sentença de 1ª Instância, os pais tiveram o pedido de indenização indeferido e, recorreram pleiteando a reforma da decisão. No recurso, o relator do processo, Desembargador Audebert Delage deu provimento, condenando o município a pagar aos pais da criança indenização no valor 100 salários mínimos por danos morais e R$1.432 por danos materiais, relativos às despesas médicas e de sepultamento.

 

No entendimento do relator, ficou evidenciado que a morte da menina foi decorrente da queda da trave do gol, situada na área de um projeto social de responsabilidade do município, que deveria ter adotado medidas para a devida fixação da trave.

 

Segundo o magistrado, a morte da criança não teria ocorrido caso o município “tivesse preocupado com as boas condições das instalações esportivas sob sua responsabilidade”. Os Desembargadores Moreira Diniz e Dárcio Lopardi Mendes votaram de acordo.

Fonte: TJMG

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20/3/08

BBB e uma carta de um petroleiro ao Sr. Bial

Com a palavra, Sr. Carlos Augusto Lordelo Almeida

Prezado Senhor Pedro Bial,
Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão. Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB.
Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:
- Vamos agora falar com nossos heróis!
De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.
- Heróis????
O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os edredons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?
Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar. Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos Helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus ‘heróis’ Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de heroísmos que presenciamos naquele momento.
Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece. Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento. Não o confinamento a que estão sujeitos os seus ‘heróis’, pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes… Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador. E seus ‘heróis’ Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.
Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares. Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem….
Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.

Em memória dos colegas: Durval Barros Adinoelson Gomes Guaraci Soares

Carlos Augusto Lordelo Almeida
Técnico de Segurança Plataforma
P-XVIII

Sem palavras, pois, já trabalhei em plataformas maríticas e sei do perigo.
Hodiernamente, no Brasil, os valores são invertidos.
Sds. Diego Tobias

criado por diegotobias    22:18 — Arquivado em: Sem categoria

Páscoa

Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vencer à morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance pra gente melhorar
As coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos
A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa!!!

Enfim, entendo que a Páscoa é para ser lembrada todos os dias, pois, para ajudar ao próximo, desculpar e ser desculpado, não é preciso uma data comemorativa.
"A caridade só é uma virtude na medida em que é um sacrifício"

Sds. Diego Tobias
P.S.: Volterei depois…

criado por diegotobias    10:02 — Arquivado em: Sem categoria

19/3/08

Alexandre - O GRANDE

Dizem que já no seu leito de morte, Alexandre convocou seus Generais e seu
Escriba e relatou os seus 3 últimos desejos:
 
1º - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos mais renomados
Médicos da época;
 2º - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo, os tesouros por ele
conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);
3º - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à
vista de absolutamente todos.  
Então, um dos seus Generais admirado com os desejos insólitos, pergunta-lhe
a razão destes. E assim, Alexandre explica:
1º - Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar
aos presentes que estes não possuem poder de cura alguma, perante a morte;
2º - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas
possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3º - Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam
ver que de mãos vazias viemos, e de mãos vazias partimos. 
 
Moral da estória: Acumule em sua vida bens o suficiente para viver feliz, todo o resto serve apenas para discórdia e preocupação.

criado por diegotobias    7:29 — Arquivado em: Sem categoria
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